quarta-feira, 13 de maio de 2020
Débora G Barbosa
terça-feira, 12 de maio de 2020
Mundo pós covid 19
AOS MUROS! O MAIOR DESASTRE AINDA ESTÁ EM FORMAÇÃO?
Categoria
luch.heldt compartilhou a publicação de: Casando o Verbo. https://www.youtube.com/watch?v=LnwQYH6gcFE
O futuro pós pandemia.
Viagem ao futuro pós-pandemia: o “novo normal” em 30 pontos

Numa altura em que o novo coronavírus já infectou mais de três milhões de pessoas em todo o Mundo e em que os governos de vários países – incluindo Portugal – começam a pensar no desconfinamento e na retoma da economia, é natural que surjam várias dúvidas. Como será o Mundo pós-pandemia? O que muda e o que permanece igual?
Especialistas ouvidos pelo El Economista garantem que viveremos o resto das nossas vidas com a cicatriz do coronavírus e há quem dê exemplos práticos: ninguém desfrutará de um filme no cinema ou de uma ópera da mesma forma quando ouvir alguém tossir na sala. Há ainda previsões quanto aos cumprimentos, com um dos peritos a afirmar que as gerações actuais serão as últimas a dizerem olá ou adeus na companhia de um beijo.
A curto e médio prazo, eis 30 cenários possíveis para o dia-a-dia depois do COVID-19:
1 – China sairá reforçada e receada. A primeira previsão apontada pelo El Economista depois de ouvir dezenas de especialistas diz respeito à China: a nova ordem geopolítica inclinar-se-á em direcção a Oriente, com a China a sair reforçada da crise sanitária que teve origem precisamente numa das suas províncias. Segundo a publicação espanhola, a rapidez com que este país, a par da Coreia do Sul, saiu da crise representará uma vantagem competitiva.
O facto de os EUA banirem empresas chinesas funcionará como um elemento contra a capacidade económica do país, ao passo que a União Europeia terá perdido uma oportunidade de se mostrar unida. A China poderá ser também alvo de algum tipo de sanções ou ressentimento, uma vez que também na Europa se evidencia um apontar de dedos relativamente à pandemia;
2 – Endividados, fiscalizados e inflaccionados. Apontando à realidade de Espanha, o El Economista dá conta de uma previsão de défice de 9,5% devido ao COVID-19, com a dívida a representar 113,4% do PIB espanhol (dados do FMI). Antecipa-se também uma subida dos impostos para as multinacionais, grandes fortunas, doações, heranças, património ou transacções financeiras. A tríade de problemas é completada pela subida da inflacção, embora os bancos centrais possam vir a tolerar taxas de inflacção de até 5% para conter o défice;
3 – Proteccionismo empresarial. Outra tendência para o futuro pós-pandemia passará por políticas assentes no proteccionismo empresarial, ficando de lado as políticas mais liberais. A comissária europeia Margrethe Vestager já sugeriu que os governos adquiram participações em empresas consideradas estratégicas para evitar a ameaça das aquisições chinesas;
4 – Teletrabalho elevado a primeira força laboral. As economias do chamado Primeiro Mundo – ou Países Desenvolvidos – encontrarão no trabalho remoto o seu principal motor de produtividade e crescimento. Neste momento, de acordo com dados da Gartner, 81% dos funcionários das grandes corporações estão a trabalhar a partir de casa. A crise sanitária veio mostrar que é possível, especialmente no sector dos serviços;
5 – O escritório virtual. Associado ao teletrabalho, chega o escritório virtual, que dispensa um número elevado de metros quadrados. Ainda que com um potencial impacto significativo no sector imobiliário, as empresas cortarão nas despesas com rendas, transferindo o espaço de trabalho para o mundo digital. Será apenas necessário manter um local com salas de reuniões, por exemplo;
6 – Deixar o ar passar. Espaço será palavra de ordem depois de tantas vezes se ter ouvido repetir que o distanciamento social é importante e que é uma das principais armas ao dispor dos cidadãos para a prevenção do novo coronavírus. Como consequência, serão impactadas áreas como planeamento urbano, arquitectura ou decoração. A ideia passará por deixar mais espaço entre edifícios, por exemplo, e criar zonas exteriores como terraços ou jardins;
7 – A ascensão das videochamadas. Existem desde o início do século, mas as videochamadas nunca terão sido tão importantes como agora: o tráfego de chamadas por vídeo aumentou entre 300 e 700%. A tendência será para continuar, agora que os utilizadores perceberam que plataformas como Skype ou Zoom são intuitivas e fáceis de usar;
8 – Escravos dos ecrãs. A dependência dos ecrãs crescerá de forma inquietante, indica o El Economista, seja graças às rede sociais, aos serviços de streaming ou às videochamadas em grupo. Para a lista entram também as mensagens instântaneas, as amizades à distância, os jogos online e os diferentes tipos de equipamentos disponíveis – do telemóvel ao computador, passando pelo tablet e smartwatch;
9 – Controlo cibernético da população. Numa sociedade pós-pandemia, haverá o risco de os governos deixarem de lado quaisquer objecções relativamente à violação dos direitos de privacidade adquiridos antes da era da digitalização em massa. Poderemos mesmo estar a caminho do Big Brother de que Orwell falava em “1984”, com direito a controlo de deslocações através de pulseiras inteligentes, por exemplo;
10 – Reconhecimento facial. Os especialistas ouvidos pela publicação espanhola consideram que não será necessário que a polícia peça os documentos de um condutor, por exemplo. Existirão sistemas de reconhecimento facial capazes de automatizar esta tarefa. O passo seguinte seria o cruzamento entre os rostos e informações pessoais ou clínicas;
11 – Ciberameaças permanentes. Segundo os especialistas, as ameaças à espreita na World Wide Web serão as mesmas de sempre, mas deverá notar-se um agravamento em termos de intensidade. Especialmente, em ambientes domésticos com pouca segurança informática;
12 – Auto-suficiência local. A União Europeia deverá incentivar um diálogo sobre os sectores e as actividades que devem ser autónomos de um ponto de vista estratégico, não dependendo de empresas ou fornecedores externos. O objectivo será garantir que os países são capazes de responder a qualquer adversidade com os seus próprios meios. Para isso, os governos terão de apoiar determinadas indústrias;
13 – Fim do namoro com a bolsa. A maior parte dos investidores, excluindo os que assentam a sua actividade na especulação, deverá distanciar-se dos mercados. Seja por terem sofridos perdas significativas na sequência do COVID-19 ou por estarem desiludidos com os resultados conquistados;
14 – Oportunidade para os especuladores. No seguimento do cenário anterior, um mercado desmotivado será terreno fértil para investidores especuladores que gozem de alguma liquidez. Terão muitas oportunidades para comprar a preço acessíveis. Os especialistas consideram ainda que a subida nas bolsas coincidirá com o anúncio da descoberta de uma vacina para o novo coronavírus. Quem tiver sabido mover-se antecipadamente sairá vencedor;
15 – Pessoas que poupam transformam-se em investidores. Os cidadãos mais poupados que apostam, tradicionalmente, nos títulos de dívida para investir verão a dívida dos estados multiplicar-se. Como consequência, ver-se-ão obrigados a explorar outros tipos de investimento, vistos anteriormente como mais arriscados;
16 – Travão aos transportes públicos. Se os últimos anos têm sido de promoção dos transportes públicos, o mesmo poderá não acontecer num mundo pós-pandemia. Com o distanciamento social ainda muito presente no pensamento, a tendência será para apostar em meios particulares, nomeadamente automóvel próprio, bicicleta ou trotinete (estas últimas apenas para distâncias mais curtas);
17 – A saúde é o mais importante. O sector da saúde terá renovada importância e será alvo de mais atenção pelos governos, que quererão, por exemplo, aumentar o número de médicos de família. A par dos hospitais e demais unidades de saúde, também os lares ganharão peso e destaque.
No que às empresas diz respeito, os “cheques médicos” tornar-se-ão prática comum e haverá tecnologia capaz de detectar possíveis contágios à entrada dos escritórios (através de câmaras térmicas, por exemplo);
18 – Comércio electrónico à conquista do Mundo. O e-commerce estará a ser uma das principais áreas beneficiadas pela crise, antecipando-se um crescimento estrutural, que irá para lá do período de confinamento e pandemia. Para isso contribuirão as dificuldades que a distribuição tradicional encontrarão em recuperar o tempo (e terreno) perdido;
19 – Certificado de imunidade. Embora a Organização Mundial da Saúde já tenha dito que não faz sentido para já pensar num certificado de imunidade, o assunto aparece em cima da mesa de alguns países – nomeadamente EUA, Espanha, Alemanha e Reino Unido. Os serviços públicos estarão entre os mais interessados em saber quem são as pessoas imunes ao novo coronavírus;
20 – Menos imóveis vazios. A mesma publicação adianta que, com o crescimento do teletrabalho, mais pessoas procurarão segundas residências ou espaços onde possam conciliar a actividade profissional e a vida pessoal. Conectividade será o atributo mais procurado;
21 – Eventos públicos sofrem um golpe. O sector dos eventos deverá ser dos últimos a regressar ao trabalho, uma vez que as pessoas terão algum receio das multidões associadas a festivais de música ou conferências. O salto será feito para o digital, com os eventos virtuais a ganharem peso devido às circunstâncias.
Os eventos que se realizarem, de facto, presencialmente terão de reduzir o número de pessoas por metro quadrado e cumprir novas regras de higiene e segurança;
22 – Renovação de acordos colectivos. A saúde dos funcionários estará no centro da revolução pela qual as relações laborais passarão ao longo dos próximos meses, bem como as novas formas de teletrabalho. Segundo o El Economista, os sindicatos e as empresas serão chamados a digitalizar os acordos colectivos: «Passar-se-á do teletrabalho à força para a força do teletrablho», aponta Jordi Pons, CEO da WorMeter.
Será necessário, por exemplo, mudar os critérios de remuneração, que deverão deixar de ter por base o tempo passado em frente à secretária, tendo em conta a nova realidade do trabalho remoto. A avaliação será feita com base no cumprimento de objectivos e projectos, deixando nas mãos do trabalhador ou da equipa a escolha dos melhores métodos e ritmos. No fundo, os fins serão mais relevantes dos que os meios para lá chegar;
23 – Economia dos dados. As métricas já tinham um peso significativo, mas agora ganham ainda mais. Um inquérito da Bi-Survey mostra que 58% das empresas baseia metade das suas decisões comerciais na intuição ou experiência, em vez de em dados e informação. No futuro, essa deixará de ser a norma;
24 – Hotéis contactless. Não são apenas os meios de pagamentos contacless que ganham popularidade. Também no sector da hotelaria é esperada uma mudança no sentido de garantir o menor contacto possível: os hóspedes mostrar-se-ão reticentes a partilhar buffets ou esperar na fila para fazer o check-in. O caminho será o da digitalização e da individualização: por um lado, permitir que as portas se abram com recurso ao telemóvel, por exemplo; por outro, disponibilizar doses únicas de alimentos ou outros artigos;
25 – Será preciso quase um milagre para a aviação. Na opinião dos especialistas, o sector dos transportes precisará de fórmulas quase milagrosas para evitar quebras no negócio – que, habitualmente, depende de taxas de ocupação elevadas e de uma procura continuada. Agora, a realidade será precisamente o oposto.
Considerando as companhias aéreas, será necessário suprimir um terço dos lugares disponíveis nos aviões, em vez de aproveitar cada centímetro possível, e colocar barreiras de protecção. Como consequência os preços das viagens poderão saltar 40%, de acordo com previsões da International Air Transport Association (IATA);
26 – Turismo será nacional. Com medo de entrar num avião ou de visitar um país desconhecido, os cidadãos apontarão as suas férias aos próprios territórios. O chamado “vá para fora cá dentro” deverá ser rei durante os próximos tempos, sendo que também os governos poderão desempenhar um papel nesse sentido através do lançamento de campanhas de promoção de destinos locais;
27 – Blockchain chamado ao serviço. A tecnologia de blockchain deverá ser uma das principais armas da recuperação da crise provocada pelo COVID-19, já que se tem mostrado eficaz no desenvolvimento de soluções digitais seguras para transacções e certificações;
28 – Desafios para os laboratórios. Os laboratórios farmacêuticos e biotecnológicos também ganham novo peso, uma vez que recai sobre eles a tarefa de encontrar solução para as grandes ameaças da actualidade. Vão estar no centro das atenções e não lhes será dado descanso. Depois da pandemia e de possíveis mutações do coronavírus, os laboratórios deverão dar continuidade à luta contra o cancro e contra novas gerações de bactérias resistentes a antibióticos;
29 – Crescimento dos eSports. Os chamados desportos electrónicos, também conhecidos como eSports, deverão sair reforçados da quarentena. Em primeiro lugar, devido ao facto de tudo acontecer virtualmente e online. Em segundo lugar, porque as competições desportivas presenciais foram adiadas ou canceladas, fazendo com que esta seja uma das poucas opções possíveis para os fãs de desporto;
30 – A logística multiplicará de valor. «O coronavírus mostrou que a logística precisa de evoluir para construir cadeias de abastecimento mais resistentes», garante Anwar Zibaqui. O coordenador-geral da Ascame considera que é necessário garantir a segurança alimentar e sanitária, bem como a estabilidade.
A solução? Uma maior integração de infra-estruturas e mais rodovias que facilitem a ligação entre diferentes pontos geográficos, por exemplo. Segundo o especialista, uma abordagem como esta permitiria atrair empresas, aumentar as exportações e impulsionar o emprego.
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O case da Amazon: relação avançada com a inteligência artificial
#luch.heldt


A realidade robótica sempre esteve em alta e você já sabe sobre isso. Existem inúmeras séries, filmes, livros que retratam histórias de máquinas assumindo atividades cotidianas – realizadas anteriormente por humanos. A introdução de robôs na rotina da humanidade é um tema que habita o imaginário faz tempo. No entanto, nunca estivemos tão perto de traçar uma relação avançada com a inteligência artificial.
Pelo menos, essa é a análise de especialistas que confirmam: os robôs vieram para ficar e muitos estão assumindo cargos gerenciais dentro das empresas. Isso mesmo que você acabou de ler: já existem androides, por exemplo, que controlam o trabalho de funcionários de hotéis. Dentre suas funções estão mostrar o que deveria ser limpo. Ainda existem outros que monitoram atividades de equipe de tecnologia da informação, analisando se os softwares desenvolvidos são funcionais e produzidos com eficiência.
Os robôs já estão nos call centers e acompanham as ligações, apontando quais as melhores maneiras de interagir com os clientes. Dentro da Amazon, a gigante das entregas, a maior parte do gerenciamento já é feito por softwares inteligentes.
Nesse caso, os robôs substituem a supervisão humana e pressionam para atingir as metas estipuladas. Parece filme de ficção? É a mais pura realidade e vamos contar sobre isso à seguir.
O case da Amazon
Caso um colaborador não esteja desempenhado suas funções com eficácia, a demissão pode vir automaticamente por meio de uma inteligência artificial que monitoram suas atividades. Por enquanto, a decisão final na Amazon ainda cabe a um humano. Porém, vale o questionamento: até quando?
Além dessas atividades gerenciais, os robôs substituíram as pessoas que trabalhava no estoque em 2014. No entanto, curiosamente, o número de funcionários de carne e osso aumentou.
Isso porque como a eficiência robótica era muito grande, foi preciso alocar seres humanos de carne e osso em funções que garantissem que as máquinas não ficassem paradas. Contudo, consequentemente, essas pessoas também ficavam “paradas”, em postos específicos dentro da cadeia produtiva.
Resultado: isso gerou uma onda de protestos no ano passado, aonde, dentre outros pontos, discutiu-se a aceleração da produção.
Reorganização trabalhista
Os colaboradores protestaram contra o estresse e a exaustão que estão atingindo picos altíssimos dentro da Amazon. Existem relatos de pessoas que sofreram danos na saúde por conta do ritmo intenso proposto pelo automatização das performances. Isso acende a discussão em torno de como a revolução industrial digital está mudando os hábitos dentro das empresas.
Em lojas físicas, por exemplo, existem cada vez mais funcionários voltados para atender encomendas online do que à espera de compradores entrando nos estabelecimentos. O futuro prevê uma reorganização trabalhista focada na produção e na otimização do tempo em vez do bem-estar de quem mantém toda essa engrenagem funcionando corretamente.
“Fadiga de empatia”
Fora todo esse debate, surgiu o termo acima para descrever como as inteligências artificiais tratam os funcionários e os clientes. Como os seres humanos são sociais, muitas vezes, a falta de empatia das máquinas leva ao esgotamento mental. Por isso muitas desenvolvedoras estão projetando IAs capazes de detectar o momento em que os robôs precisam ser solidários e humanos.
Sim, toda essa quarta revolução industrial gera insegurança e sobrecarga dos trabalhadores, como toda mudança disrruptiva. Claro que a história mostra que essa fase de transição também deve acabar em algum momento. Vamos aguardar.
Tags: Amazon
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segunda-feira, 16 de setembro de 2019
DESINTOXICAR com TÉCNICAS SIMPLES e FÁCEIS DE APRENDER!
Atenção: se você está cansado de suas dores ... infecções crônicas ... incapacidade de se concentrar ... ou mesmo cansado de ficar cansado a maior parte do dia ... então as dicas de desintoxicação podem, definitivamente, te ajudar a partir de agora.
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sexta-feira, 15 de setembro de 2017
Daniel Den do Facebook
Como A Falta De Inovação Causou $28 Bilhões de Prejuízo (E Como Evitar Isso No Seu Negócio)…
Steven Sasson começou a trabalhar na Kodak em 1973. O grande projeto dele foi para descobrir se um C.C.D. (Charged Coupled Device ou Dispositivo de Carga Acoplada), tivesse uma aplicação prática para o mundo de fotografia.
Não foi fácil, mas depois de alguns meses o Steven começou a enxergar algumas possibilidades, e em dezembro de 1975 ele fez uma fotografia histórica: Conseguiu tirar uma foto que entrou em um grande cartão de memória e depois foi gravada numa pequena fita cassete. (Sim, é possível gravar mais do que música nas pequenas fita cassetes!)
Depois de muito suor, sangue e lágrimas, o Steven tinha inventado o quê?: A primeira câmera digital (a máquina que você está vendo aqui no post).
Nada bonito, não é? Mas ela funcionou, e com mais trabalho o Steven sabia que iria melhorar ainda mais. Então ele mostrou esta nova invenção bilionária para a gestão da empresa. Mas em vez de ver oportunidade, eles viram uma ameaça.
Como a empresa iria continuar a vender filmes de câmera se as pessoas começassem a tirar fotos digitais?
Por causa desta grande preocupação, a Kodak cometeu seu maior erro: Pararam de focar nas grandes inovações. E aos poucos a empresa começou a diminuir no mercado de fotografia.
Em 1996 a Kodak tinha um “valuation” de $31 bilhões de dólares. Por causa do atraso deles no mercado de câmeras digitais, a empresa quase quebrou completamente em 2012. E hoje a empresa somente tem um “valuation” de $3 bilhões.
Nesta história, a Kodak cometeu 3 grandes erros. Aqui estão as 3 coisas que você precisa fazer hoje para evitar estes mesmos erros na sua empresa:
1 - Não pense que vendas hoje significa vendas amanhã! Mercados sempre mudam. Você sempre tem que olhar para o futuro. Seu sucesso do passado é importante, mas somente vai continuar se conseguir mudar com o tempo.
2 - Não faça decisões baseadas somente no dinheiro! Em vez disso faça suas decisões baseadas nos desejos e necessidades do cliente.
3 - Não destrua suas vantagens competitivas no mercado! Precisa continuamente focar na inovação e diferenciação. Precisa trabalhar seu Fator X.
quarta-feira, 13 de setembro de 2017
O Fortalecimento Institucional do Município na Busca do Equilíbrio Fiscal Auto-Sustentável
A principal fonte de financiamento do gasto público, no Brasil, é o Sistema Tributário Nacional e encontra-se vigente sobre uma base de normas gerais codificadas desde 1966 e de acordo com a mais recente discriminação de fontes de arrecadação tributária, estabelecidas na Constituição de 1988.
A relação Tributos x Gasto Público assim se configura:
Federal (União)
Tributos (Art. 153, CF88)
Tributos (Art. 153, CF88)
- Renda e proventos de qualquer natureza (incluindo IR);
- Produtos Industrializados (IPI);
- Comércio Exterior (importação e exportação),
- Movimentação Financeira (crédito, câmbio e operações com títulos e valores mobiliários);
- Propriedade Rural (ITR) e
- Contribuições sociais sobre a receita das empresas (CSSL)
Gasto Público
- Educação;
- Saúde;
- Segurança;
- Social;
- Defesa Nacional;
- Infraestrutura Viária.
EstadualTributos (Art. 155, CF88)
- Consumo (valor agregado);
- Circulação de mercadorias e serviços de transporte e comunicações (ICMS);
- Propriedade de Veículos Automotores (IPVA);
- Transmissão de Bens por Heranças e
- Doações.
Gasto Público
- Educação Fundamental e Média;
- Saúde;
- Segurança Pública;
- Transportes Públicos.
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MunicipalTributos (Art.156, CF88)
- Propriedade Urbana (IPTU);
- Transferência de Bens e Direitos (ITBI);
- Serviços (ISS) e
- Taxas Municipais.
Gasto Público
- Educação Fundamental;
- Saúde Básica;
- Urbanismo;
- Saneamento;
- Transporte Público.
Nota-se que a União é o ente que mais arrecada, porém grande parte da arrecadação de impostos no âmbito federal é transferida às demais esferas de Governo (Estados e Municípios) por meio dos Fundos de Participação dos Estados e Municípios. Da mesma forma, parte importante da arrecadação tributária no âmbito dos Estados membros é distribuída aos Municípios, aplicando-se critérios estabelecidos em legislação específica.
Nesse cenário se torna fundamental a busca de um equilíbrio fiscal auto-sustentável, apoiado por uma política pública eficiente e transparente na gestão da receita e do gasto público municipal.
Assim alguns objetivos fundamentais precisam ser alcançados para garantir o bom gasto público, e são eles:
Quanto à eficiência na gestão pública municipal:
- elevação dos níveis de financiamento do gasto público municipal com receita própria;
- eficiência da administração pública municipal; e
- disponibilização dos serviços municipais com qualidade para a população;
Quanto à transparência na gestão pública municipal:
- divulgação periódica à sociedade da execução do orçamento e das contas públicas, assim como dos feitos da gestão pública municipal;
- participação efetiva da população na planificação e definição do orçamento e no plano de inversão municipal; e
- avaliação e revisão das ações do poder público municipal, que levem em consideração a opinião da população.
Na busca por esses objetivos é necessário que se trabalhe o fortalecimento institucional:
- Introduzindo modelo de gestão com foco nos clientes (sociedade) e voltado para resultados, definindo de forma clara as funções e as responsabilidades da administração pública municipal, incluindo a estratégia e os procedimentos de concessão, privatização e terceirização dos serviços públicos municipais;
- Instituindo uma política abrangente e transparente de recursos humanos, dimensionando um quadro de pessoal consistente com as reais necessidades da administração pública municipal;
- Implantando métodos e instrumentos de planejamento e de elaboração do orçamento municipal, dentro de um contexto de transparência e de participação da população;
- Integrando a administração financeira e implantar controles automatizados para programação de execução orçamentária e financeira e para a consolidação da auditoria e do controle interno dos Municípios;
- Aperfeiçoando o controle do cumprimento das obrigações tributárias, por parte do contribuinte, mediante a implantação de novas técnicas e metodologias de arrecadação, de fiscalização e de cobrança administrativa e judicial da dívida tributária;
Somente com essas práticas, na busca desses objetivos, é possível alcançar uma gestão fiscal responsável, a promoção da transparência e do controle social, e finalmente a melhoria do atendimento ao cidadão.
Fonte: UNIDADE DE COORDENAÇÃO DE PROGRAMAS SECRETARIA EXECUTIVA DO MINISTÉRIO DA FAZENDA - PROGRAMA NACIONAL DE APOIO À GESTÃO ADMINISTRATIVA E FISCAL DOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS.
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